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As manifestações não podem ser compreendidas como um bloco único

Em princípio, devemos pensar que as manifestações não podem ser compreendidas como se fossem produto de um bloco único. Há um conjunto de grupos diversos  e, portanto, as motivações são de diferentes ordens. De acordo com a professora de Sociologia da Faculdade Mackenzie Rio, Maria Manuela Alves Maia, um ponto comum pode ser o completo caos instalado na vida pública a partir da impunidade pelos crimes de corrupção cometidos por alguns políticos e também a desigualdade social que se aprofundou nos últimos anos ferindo decisivamente os acordos éticos da sociedade.

 

Segundo ela, se alguns grupos como grande parte daqueles que foram despertados pela simples curiosidade de participação, como alguns jovens que lutaram pela questão dos 20 centavos, estejam já perdendo um pouco de sua energia, outros grupos estão  se manifestando em torno de outras causas e questões: “ Vemos agora o “caso Amarildo”, as  questões dos professores públicos, os médicos etc. Então, na realidade é um espaço aberto que tende a permanecer aberto. Entretanto, não sejamos ingênuos, infelizmente  há também o aspecto negativo e esse espaço acabar por ser preenchido por lutas por interesses individuais”.

 

 

 

Maria Manuela Alves Maia é professora de Sociologia do curso de Direito da Faculdade Mackenzie Rio e doutora em Ciências Sociais pela UFRJ.

 

 

 

Sobre o Mackenzie

A Universidade Presbiteriana Mackenzie está entre as 100 melhores instituições de ensino da América Latina, segunda a pesquisa QS Quacquarelli Symonds University Rankings, uma organização internacional de pesquisa educacional, que avalia o desempenho de instituições de ensino médio, superior e pós-graduação.

 

 

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