O deputado Carlos Mosconi (PSDB) disse na Comissão de Saúde da ALMG, no mês de março, que Minas Gerais investiu 16,3% do seu orçamento total do ano passado em Saúde, tornando-se o segundo Estado brasileiro que mais gastou com o setor. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), oriundos da Pesquisa de Informações Básicas Estaduais de 2013.
De acordo com Mosconi, presidente da Comissão, o primeiro Estado que mais investiu foi Tocantins (16,9%) e o terceiro, Pernambuco (16,2%). Já os menores orçamentos proporcionais foram os do Rio de Janeiro (7,2%), Mato Grosso do Sul (8,7%) e Paraná (9%).
“O governo mineiro trata a Saúde como uma das prioridades da sua gestão, por isso estamos em segundo lugar. Constitucionalmente, somos obrigados a investir 12%. Minas aplicou 4,3 pontos percentuais a mais. O Governo Federal deveria seguir o nosso exemplo e colocar mais recursos no setor”, informou Mosconi.
Além disso, Minas Gerais (11,8%) e Rio Grande do Sul (12,9%) foram os únicos que destinaram mais de 10% dos seus orçamentos de Saúde à Atenção Básica, responsável pela promoção, prevenção, tratamento e reabilitação dos pacientes.
Segundo Mosconi, os resultados mostram as vantagens desse investimento. “Em 2002, havia 2.278 equipes de Atenção Básica, o equivalente a 43,4% de cobertura populacional. Esse número saltou para 4.511 em 842 cidades no ano passado, perfazendo 80% da população”.
A Rede Farmácia de Minas contemplou 832 municípios com recursos para construção de 975 unidades, beneficiando cerca de 16 milhões de cidadãos mineiros. O Estado também reduziu a mortalidade infantil em 30% entre 2003 e 2013.
Somente no ano passado, foram investidos R$ 155 milhões nos hospitais da Rede Pro-Hosp para fortalecer o atendimento aos usuários do SUS. Também foram repassados R$ 221,7 milhões para custear a Rede de Urgência e Emergência de Minas.