Visita guiada levou cerca de 40 alunos de duas escolas estaduais à produção da paçoca Paiol do Campo, cujo modo de fazer está inventariado como Bem Imaterial do Patrimônio Cultural do município
Cerca de 40 estudantes das escolas estaduais Pio XII, do distrito do Cervo, e Dom Otávio Chagas de Miranda, do distrito do Sertãozinho, participaram, no mês de junho de 2026, de uma visita guiada à produção da paçoca de amendoim Paiol do Campo, na zona rural de Borda da Mata, no bairro Açude. A atividade incluiu o acompanhamento das etapas de produção artesanal e degustação da paçoca e integra o projeto de manifestação cultural Visita Guiada & Degustação, contemplado pela Política Nacional de Fomento à Cultura Aldir Blanc.
A atividade com os estudantes teve como proposta aproximar as novas gerações desse saber tradicional e apresentar a história da produção familiar, que mantém a receita e o uso do pilão como parte de seu processo.
O modo artesanal de fazer a paçoca de pilão Paiol do Campo está inventariado como Bem Imaterial do Patrimônio Cultural de Borda da Mata. Durante a visita, os estudantes conheceram a história da produção familiar e acompanharam diferentes etapas do processo, desde o primeiro pilão utilizado pela família até a atual máquina automatizada para socar a paçoca e agilizar a produção.
A receita da paçoca Paiol do Campo é de origem familiar e foi transmitida de avó para neto. O modo de fazer permanece artesanal, com a paçoca socada no pilão. Ao final da visita, os estudantes participaram de uma degustação do produto.
Sobre a Paçoca Paiol do Campo
A produção da paçoca Paiol do Campo começou em 2017, pelas mãos do produtor Donizete do Couto Motta e de sua esposa, Adriana Souza Barbosa.
A receita utilizada na produção tem origem na família de Donizete e foi transmitida por sua avó, Cléria Vilhena do Couto. O modo de fazer permanece o mesmo da receita familiar: artesanal e com a paçoca socada no pilão.
O nome Paiol do Campo também faz referência à história da família. É uma homenagem ao sítio localizado no Sul de Minas Gerais, onde os avós de Donizete viveram por décadas e onde filhos, netos e bisnetos colecionaram e ainda contam muitas histórias.




