O NHANES 2003-2006 acompanhou por dois anos cerca 17.000 indivíduos e avaliou o impacto da adição ou remoção de uma porção de laticínios, remoção de todos os laticínios e a substituição destes por alimentos fontes de cálcio não lácteas. O estudo concluiu que, embora seja possível atingir a ingestão recomendada de cálcio sem o consumo de leite e derivados, devido ao comprometimento no perfil de macronutrientes (proteínas) e micronutrientes (vitamina A, vitaminas B2 e B12, potássio, fosforo e magnésio), os alimentos não lácteos não se revelaram substitutos nutricionalmente equivalentes ao leite e seus derivados.
Além disso, devido às quantidades envolvidas, o consumo de porções similares de cálcio oriundas de algumas fontes não lácteas não se mostrou factível. Embora o consumo de leite seja preconizado por órgãos e sociedades que versem sobre alimentação e nutrição em âmbito nacional e internacional, ainda há alguns mitos acerca de sua ingestão.
O consumo de leite pela população adulta
No Brasil, dados da última Pesquisa de Orçamentos Familiares mostraram que o consumo de leite, a partir dos dez anos de idade, está aquém do recomendado, o que se traduz em baixa ingestão de vitaminas e de cálcio (IBGE, 2010). Algumas pessoas, ainda, reduzem a ingestão de lácteos por acharem ser intolerantes à lactose. Porém, muitas vezes, a percepção à intolerância ao leite de vaca é mais frequente do que aquela realmente confirmada por diagnóstico clínico. No entanto, é importante estabelecer a diferença entre alergia à proteína do leite e intolerância à lactose.
Fonte: Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição