“O Conselho Universitário da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), diante das manifestações que têm ocorrido em diversas capitais do país nos últimos dias e, em especial, a observada em Belo Horizonte na última segunda-feira, 17 de junho, decidiu tornar pública a sua posição a respeito dessas mobilizações populares.
Entendemos que tais atos públicos fazem parte da rotina política e social dos regimes democráticos e, mais do que isso, são necessários ao aprimoramento dos processos deliberativos e decisórios que envolvem os múltiplos e complexos interesses da sociedade civil.
Compreendemos, no entanto, que essas manifestações devem ser realizadas sem violência, garantindo os direitos individuais de todos os cidadãos indistintamente e a integridade patrimonial das instituições e dos bens particulares e coletivos da cidade.
A UFMG está imersa nesses acontecimentos recentes por diversas razões. Além de sua presença geográfica, devido à proximidade espacial com as áreas que servem de palco às manifestações, a Universidade se encontra institucionalmente ligada à sociedade, por meio de suas atividades de ensino, pesquisa e extensão. Nesse sentido, a UFMG deve ser preservada como patrimônio público que é de toda a sociedade de Belo Horizonte, de Minas Gerais e do Brasil.
Ademais, a UFMG, por estar envolvida cotidianamente na formação intelectual e ética da juventude, apela para que as manifestações sejam pacíficas e espera, ao mesmo tempo, uma ação compatível e serena por parte das autoridades públicas.
Por fim, a UFMG defende que, acima de tudo, prevaleça o princípio do diálogo permanente entre as partes envolvidas, de modo que os pleitos dos manifestantes possam ser avaliados e sopesados”.
Célio Campolina Diniz
Reitor da UFMG e Presidente do Conselho Universitário
Rocksane de Carvalho Norton
Vice-Reitora da UFMG