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Dia 15 de Outubro – Dia do Professor – Para Refletir…

Um professor de História da rede estadual do Tocantins morreu de infarto em Recursolândia. Seu nome era Carlos Eduardo Meira Batista, conhecido como Kadu, tinha apenas 29 anos. Natural de Brumado (BA), ele havia ingressado como servidor efetivo em 2024 e faleceu um dia antes da publicação de sua remoção da escola onde supostamente teria acontecido o ambiente hostil que o adoeceu.

Colegas e amigos relataram que ele sofria perseguição e bullying no ambiente escolar. Segundo depoimentos, alunos chegaram a jogar bolinhas de papel com pedras enquanto ele escrevia no quadro. Também foram feitas denúncias de assédio e hostilidade por parte da gestão. Para tentar resistir, Kadu chegou a usar três medicamentos de tarja preta. Ele apresentou ao menos três pedidos de remoção, com laudos médicos que comprovavam a necessidade de mudança. O primeiro foi negado por estar em estágio probatório. O segundo foi aceito e seria publicado justamente no dia seguinte à sua morte.

A morte de Kadu é mais do que uma tragédia individual. É um grito coletivo. Um lembrete de que a saúde mental dos educadores precisa ser prioridade. Porque cada vida importa. Nenhum professor deveria morrer esperando por dignidade.

E os números escancaram essa realidade: 7 em cada 10 professores no Brasil já tiveram a saúde mental afetada pelo trabalho e mais de 1 em cada 3 precisaram de afastamento médico. Isso mostra que a história de Kadu não é exceção, mas parte de um cenário estrutural de adoecimento que não pode mais ser ignorado.

É também um lembrete de que, assim como a sala de aula pode nos adoecer, as relações com os colegas e com a gestão também podem minar nossas forças físicas e emocionais. Por isso, cuidar do outro e cultivar respeito no ambiente escolar é tão urgente quanto ensinar qualquer conteúdo.

E você? Conhece algum professor que também pode infartar enquanto aguarda uma resposta da gestão?

Professor Fábio Flores

Tocantins

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